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Inteligência Emocional – Empatia

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A conexão entre você e outra pessoa

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A empatia é a capacidade de entender e compartilhar as emoções dos outros. Existem três maneiras de se examinar a empatia. Primeiro vem a empatia afetiva, esta é a capacidade de sentir uma emoção equivalente a de outra pessoa. Se alguém chega as lágrimas enquanto assiste um filme é por que tem grande capacidade de empatia afetiva. Em segundo vem a empatia cognitiva, que é a capacidade de compreender e racionalizar as emoções dos outros.

Um bom exemplo: é o psicólogo que percebe as emoções do cliente de forma racional, mas não necessariamente compartilha consigo as emoções dele. Em terceiro vem a gestão emocional, isso se refere à capacidade de regular suas próprias emoções. Acontece quando cirurgiões precisam controlar as suas enquanto operam um paciente. Outra maneira de entender a empatia é distingui-la de outras construções relacionadas. É quando a empatia envolve a autoconsciência, bem como a distinção entre o eu e o outro.

Já nascemos egocêntricos

O “Journal of Neuroscience” em 9 de outubro de 2013, publicou que os pesquisadores da Max Planck identificaram que os seres humanos já nascem com a tendência a serem egocêntricos. No entanto, a falta da empatia é percebida e criticada pelo cérebro que pode se autocorrigir. Esta parte do seu cérebro é chamada de giro supramarginal direito. Quando esta região não funciona direito- ou quando temos que tomar decisões rápidas, a capacidade de empatia é drasticamente diminuída. Esta área do cérebro nos ajuda a distinguir nosso próprio estado emocional e também das outras pessoas, ela é responsável pela empatia e compaixão.

A equipe de pesquisa liderada pela Dra. Tania Singer disse: “Ao avaliar o mundo que nos rodeia e nossos irmãos humanos, usamos a nós mesmos como critério e tendemos a projetar nosso próprio estado emocional para outros. Embora a pesquisa de cognição já tenha estudado esse fenômeno em detalhes, nada se sabe sobre como ele funciona em um nível emocional. Supunha-se que nosso próprio estado emocional pode distorcer nossa compreensão das emoções de outras pessoas, em particular, se estas são completamente diferentes das nossas. Mas esse egocentrismo emocional não havia sido medido antes disso”.

A empatia é uma ligação cerebral
A empatia é uma ligação cerebral

O que torna a empatia difícil

O giro supramarginal direito garante que podemos desacoplar a nossa percepção de nós mesmos e dos outros. Quando os neurônios desta parte do cérebro foram interrompidos no decorrer de uma tarefa de pesquisa, os participantes acharam difícil parar de projetar seus próprios sentimentos e circunstâncias para os outros. As avaliações dos participantes também foram menos precisas quando foram forçadas a tomar decisões particularmente rápidas. Quando você está em uma situação agradável e confortável, é mais difícil simpatizar com o sofrimento de outra pessoa. A nível neurobiológico, sem um giro supramarginal funcionando adequadamente, seu cérebro sente muita dificuldade em colocar você no lugar do outro.

As principais diferenças surgiram durante o teste quando um dos  participantes foi confrontado com estímulos agradáveis ​​e outro com desagradáveis. Neste cenário, a capacidade de empatia dessas pessoas despencaram. As próprias emoções dos participantes distorciam sua avaliação dos sentimentos da outra pessoa. Os participantes que estavam se sentindo bem, avaliaram as experiências negativas de seus parceiros com menos severidade do que realmente eram.

A base da empatia são suas emoções

Em contraste, aqueles que acabaram de ter uma experiência desagradável avaliaram positivamente as boas experiências de seus parceiros. Até agora, os modelos de neurociência social assumiram que as pessoas simplesmente dependem de suas próprias emoções como referência para a empatia. Isso só funciona, no entanto, se estamos em um estado neutro ou no mesmo estado que a outra parte. Caso contrário, o cérebro deve usar o giro supramarginal direito para contrariar e corrigir uma tendência para percepções auto-centradas da dor, sofrimento ou desconforto de alguém.

Assim também não há respostas fáceis para aumentar a consciência das pessoas a uma resposta empática. Acredito que através das escolhas diárias de mentalidade e comportamento, qualquer um pode reeditar seu cérebro para ser mais empático. Com tudo, precisamos adaptar uma abordagem multifacetada. Outras pesquisas mostraram que a compaixão pode ser exercitada através de: treinamento rigoroso de atenção plena, mindfulness (ver artigo) e / ou meditação amorosa.

Estudos mostraram que a meditação consciente que inclui MA (meditação amorosa) pode reeditar seu cérebro e praticar MA é muito fácil. Tudo o que você precisa fazer é levar alguns minutos todos os dias para se sentar silenciosamente e sistematicamente enviar pensamentos amorosos e compassivos para: 1) Família e amigos. 2) Alguém com quem você tenha tensão ou conflito. 3) Estranhos ao redor do mundo que estão sofrendo. 4) Auto-compaixão, perdão e auto-amor para você.

Como desenvolver a sua empatia

Fazer essa prática simples de MA de 4 passos literalmente reedita seu cérebro envolvendo conexões neurais ligadas à empatia. Você pode, literalmente, sentir os conexões do seu cérebro mudar, abrindo-se a empatia ao passar alguns minutos com esta prática sistemática MA. Conclusão: A meditação, a atividade física diária e o voluntariado fazem seu cérebro mais empático? Eu também acredito que o exercício físico regular e passar por um treino difícil torna as pessoas mais empáticas para o sofrimento humano. Algumas pessoas podem pensar que se sacrificar através de um treino é masoquista, mas não é. Esta é uma das razões pelas quais o exercício físico diário pode tornar alguém menos sádico ou susceptível a tornar-se um psicopata a nível neurológico.

Por fim, muitos estudos demonstraram que o voluntariado é bom para sua saúde. Dedicar algum tempo a cada semana a algum tipo de trabalho de caridade cria em você um estado que reforça a fiação empática do seu cérebro enquanto faz uma contribuição para reduzir o sofrimento de alguém menos afortunado. Estes são pequenos passos, mas juntos podem fortalecer a empatia e o altruísmo a um nível neurobiológico para cada indivíduo. Coletivamente, esses pequenos passos podem ajudar a tornar o mundo um lugar bem melhor.

 

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