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O perdão – Para o cérebro é uma necessidade

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Perdão - Uma necessidade

A contínua transformação do cérebro.

O Perdão antes de ser uma necessidade espiritual é uma necessidade do próprio corpo. Ao longo da vida todos cometemos muitos erros, e muitos erros também são cometidos contra nós. O problema é que nos parece bem mais fácil entender quando os erros são cometidos contra nós, do que quando nós os cometemos. Então, o que há de errado em errar? Exatamente nada desde que se tenha consciência que erros devem ser corrigidos. Há que se perceber também que aquela pessoa que cometeu aquele erro já não existe, essa pessoa se transformou. Entenda que se a referida pessoa ainda existisse, não admitiria ter cometido tal erro, no entendimento dela, sua ação teria sido totalmente correta.

O maior problema é que essa transformação é apenas cognitiva, racional e fica faltando a parte emocional se transformar também. Por isso o sentimento de culpa que é a dor racionalizada daquela emoção, continua sendo percebida. A conscientização do erro é gerada no córtex pré-frontal. Esse é o cérebro totalmente racional, enquanto a emoção é gerada no sistema límbico, que é inconsciente e irracional. Como então se livrar desse sentimento? Essa dor que causa tanto sofrimento só irá desaparecer com o perdão para sí e para os outros, desde que existam os outros. Mas como isso acontece?

As estruturas neurológicas do perdão

Segundo um estudo feito na Itália ao qual se refere a neurologista Dra. Suzana Herculano, “O perdão ocorre quando a ativação do córtex pré-frontal dorsomedial, que regula nosso comportamento emocional, é comandada por duas estruturas que nos permitem adotar o ponto de vista do agressor e reavaliar o estado emocional deste: o precuneus e o lobo parietal inferior, respectivamente” ¹. Quando isso acontece entra em ação a empatia, que faz com que se tenha uma nova interpretação dos fatos, evitando assim a retaliação, então seu estado emocional se torna positivo e os hormônios do estresse desaparecem favorecendo o bem-estar.

Ela informa também que: “Se não há perdão, o córtex pré-frontal dorsomedial também é ativado, mas sob o controle do giro temporal medial, e não do precuneus e do parietal inferior (que também estão ativos, mas ocupados em julgar o agressor um vilão)”. E é claro que quando pensamos no evento nossa amídala cerebral é ativada. Então uma série de processos bioquímicos começam. As glândulas adrenais que se encontram em cima de nossos rins liberam o hormônio do estresse cortisol nos nossos corpos. Nesse momento o cérebro lança seus neurotransmissores.

O cérebro prepara o corpo para a ação

Esses, por sua vez, ativam parte do nosso sistema nervoso chamado sistema nervoso simpático. Quando este sistema é ativado, entre outras coisas, nossa atenção é altamente focada na sobrevivência. Nosso sistema digestivo pára, nossas pupilas dilatam e nossas glândulas salivares se tornam lentas. A pressão arterial e a frequência cardíaca aumentam e nossos músculos ficam preparados para a ação. Nosso corpo se prepara para lutar, fugir ou congelar.

A falta de perdão pode manter nossos corpos e cérebros neste estado de alerta por muito tempo. O que leva a resultados bastante insalubres, com seus efeitos muito danosos. O corpo se prepara para uma reação que no mundo civilizado na maioria das vezes não acontece. Por que o nosso cérebro racional, usando a ética, não permite. Então a única saída é realmente o perdão. Isso não depende dos fatos e sim da interpretação que dele fazemos. A falta de perdão pode provocar todos esses estados abaixo:

As emoções que nos fazem mal

Ruminação: nós nutrimos e realimentamos a dor, o que reforça nossas emoções negativas a incendiar a lembrança do evento até que a dor seja tão profunda que pode até causar neuropatias. Quando não estamos focados em uma tarefa, nosso diálogo interno geralmente será recorrente e vai ensaiar a situação dolorosa novamente.

Diminuição da memória: quando permanecemos estressados ​​por longos períodos de tempo (ou seja, nos recusamos a perdoar), o cortisol realmente faz com que nosso cérebro atrofie, especialmente o nosso centro de memória chamado hipocampo. Emoções negativas amplificadas: o estresse prolongado também amplifica a sensibilidade da nossa amígdala, tornando-nos ainda mais susceptíveis a novas dores.

Schadenfreude: esse conceito descreve o prazer secreto que sentimos quando vemos aqueles que nos feriram sofrer a própria desgraça. Isso realmente faz com que nosso cérebro produza o prazeroso neurotransmissor dopamina. Na verdade, é bom ver coisas ruins acontecerem com aqueles que não perdoamos, só que isso se tornará um ciclo vicioso. Portanto, a falta de perdão não só nos mantém encadeados ao nosso agressor, mas afeta profundamente nossos corpos e cérebros.

Então o que nós podemos fazer para perdoar?

Considere essas ideias para perdoar aqueles que o machucaram ou se perdoar quando for o contrário.

Primeiro:

Admita a dor. Uma emoção dolorosa traz menos prejuízo ao nosso corpo do que uma provocada por emoção negativa, como sede de vingança por exemplo.

Diariamente:

Processar a nossa dor através da escrita pode aliviar a dor e nos ajudar a obter uma melhor perspectiva do problema. No entanto, não deixe o diário se tornar uma outra maneira de ensaiar e reforçar sua dor.

Empatia:

Tente imaginar o que levou aquele que te ofendeu a agir dessa forma, isso também vale se foi você quem causou a dor, entender o motivo vale para ambos os lados.

Cérebro:

A atividade principal do cérebro são as sinapses neurais, é com ela que ele cria e aumenta os caminhos alternativos (Neuroplasticidade). Dê ao seu cérebro a chance de encontrar esses caminhos. Cada vez que você pensar em perdão esses caminhos irão aumentado e a dor diminuindo até que um dia a dor terá desaparecido totalmente e então você terá certeza que o perdão aconteceu.

O perdão:

Esse é um processo que vai acontecendo aos poucos e quanto mais profunda a dor, mais tempo vai demorar para acontecer. Não desanime você vai conseguir. Não se preocupe se você não esquecer, o perdão tem mais relação com sofrimento do que com esquecimento. O verdadeiro perdão é mais como lembrá-lo e sofrer menos, até não mais sofrer.

¹ http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/H_autores/HERCULANO-HOUZEL_Suzana_tit_Perdao.htm

 

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