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Coração tem seu cérebro particular

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Cérebro e coração estão interligados

O cérebro dos românticos é o coração.

Nós, os românticos, sempre nos referimos a paixão como sendo uma emoção criada pelo coração. Muito embora nosso consciente acreditasse na verdade da ciência. É que ela nos diz que o poder dos nossos pensamentos está em um único lugar, o cérebro. No entanto, parece que tínhamos razão. O Ph.D e professor da Universidade de Oxford, David Paterson, nos fala que observando as reações do cérebro e do orgão cardíaco percebeu coisas deveras interessantes. Seu trabalho apresenta o cérebro como não sendo a única fonte fornecedora das emoções humanas. Como de fato, o coração e o cérebro trabalham juntos na produção de várias emoções. Eles estão conectados, criando um todo emocionalmente perfeito.

Os nervos simpáticos quando excitados aceleram as batimentos de orgão, mas o contrário também acontece, é quando o sistema parassimpático entra em ação. Tudo isso nos levava a crer que o coração simplesmente seguia as ordens do cérebro, mas ao que tudo indica, a realidade é muito mais complexa. Porque seu coração também contém milhares de neurônios, assim como os do cérebro, altamente especializados e estão localizados em torno da superfície do ventrículo direito, formando ao todo uma rede bastante complexa. A pergunta aqui é: por que a natureza os colocou ali?

O coração é inteligente?

Graças a esses circuitos tão elaborados, parece que esse orgão pode tomar decisões e passar à ação de forma independente do cérebro; e que pode aprender, recordar e inclusive perceber. Existem conexões cardíacas que vão diretamente ao cérebro. Essa comunicação neurológica é feita mediante a transmissão de impulsos nervosos. O coração envia mais informação ao cérebro do que recebe; é o único órgão do corpo com essa propriedade, e pode inibir ou ativar determinadas partes do cérebro segundo as circunstâncias. Isso significa que o ele pode influir em nossa maneira de pensar? Ele pode alterar nossa percepção da realidade e, portanto, até as nossas reações podem ser alteradas.

Que o coração possa sentir, não é metáfora.

O professor Paterson descobriu que o coração contém um sistema nervoso independente e bem desenvolvido com mais de 40.000 neurônios em uma complexa e densa rede de neurotransmissores, proteínas e células de apoio. Os neurônios são o que permitem que seu cérebro forme pensamentos. Então, o que eles estão fazendo em torno do ventrículo direito? Embora saibamos que contenha neurônios nesse orgão, ainda é desconhecido o porquê.  No entanto uma coisa é certa, o cérebro em seu coração se comunica diretamente com o cérebro na sua cabeça, é uma rua de dois sentidos.

Os neurônios em seu coração também tomam decisões.

Em um filme, o professor Paterson mostra um pedaço de tecido desse orgão de um coelho. Ele não está inteiro é apenas um pedaço do ventrículo direito, onde os neurônios estão agrupados. O professor manteve-o em um tanque com nutrientes e um fluxo constante de oxigênio. Este pedaço de tecido cardíaco, mesmo não ligado a um ser vivo, tem batimentos como se estivesse ligado. E não há sangue real sendo bombeado através dele. O professor Patterson envia impulsos elétricos para o tecido através de um eletrodo.  Assim ele demonstra como o tecido cardíaco imediatamente retarda suas contrações. É uma “decisão” feita pelos neurônios no tecido em resposta ao estímulo.

Sim, seu coração também afeta sua mente.

Em um teste, também mostra uma série de imagens de rostos neutros e assustados. Alguns estão com seu ritmo interno em sincronia com os batimentos cardíacos. Curiosamente, aqueles rostos assustados quando em sincronia com seus batimentos, percebeu-se que eles estavam muito assustados. Os que estavam fora de sincronia com seus batimentos cardíacos ficaram menos assustados.

O que esse teste mostrou foi que, como sua mente processava a percepção do medo, era afetada por seu coração. Quando seu cérebro processou a imagem em sincronia com seu coração, houve uma maior “ressonância” na saída emocional.

Ao analisar as verificações cerebrais tomadas durante o teste, os pesquisadores são capazes de identificar a região cerebral precisa afetada pelo coração, a saber, a amígdala, uma área que se sabe estar associada à percepção da ameaça. Sua amígdala processa o medo em combinação com a sinalização do seu coração. Esta conexão cérebro-coração também trabalha quando você sente sentimentos de compaixão e empatia com os estados emocionais de outras pessoas.

Como ele diz: é nosso orgão trabalhando em conjunto com o nosso cérebro que nos permite sentir pelos outros … É, em última análise, o que nos torna humanos … A compaixão é um presente do coração para a mente racional”.

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