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Vespa Ampulex Compressa e o Neuromarketing

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Neuromarketing

Ampulex – vespa joia

A vespa Ampulex compressa, também conhecida como vespa joia por causa de sua coloração brilhante, é uma neurocirurgiã perfeita. Para alcançar o fim de sua reprodução, a vespa Ampulex emprega uma técnica sofistica para escravizar a barata. A maneira como a Ampulex atinge isso seria considerada mágica, se não fosse projetada pela natureza. A vespa começa paralisando a barata puxando a mesma pelo abdômen, assim como um anestesista coloca um paciente antes da cirurgia. Uma vez paralisada, a vespa move-se até encontrar o ponto certo e insere seu ferrão, desta vez no cérebro da barata, suga parte de sua hemolinfa e injeta seu veneno. Pouco depois, uma vez que a paralisia desaparece, a barata é capaz de retomar suas funções normais.

A diferença, no entanto, é que agora a barata segue as ordens que lhe são dadas pela Ampulex, como se estivesse hipnotizada. A vespa arranca as duas antenas da barata, que não resiste. Agindo assim ela garante que sua escrava não vá a parte alguma. A vespa agora sai a procura de uma toca para prender a barata. Quando consegue ela volta para recuperar sua presa. A Ampulex agarra sua escrava pelo coto de uma das antenas e a leva até a gruta. A vespa então deposita seus ovos no interior do abdômen da barata e usa galhos e detritos para fechar qualquer saída da gruta. Uma vez incubados, as larvas da vespa se alimentam da barata, eventualmente devorando-a inteira e restando apenas o exoesqueleto. Uma vez maduras, a prole deixa o local para repetir o ciclo.

O veneno da vespa Ampulex

Analisando o veneno da vespa Ampulex, pesquisadores em Israel descobriram que um dos principais ingredientes é a dopamina. Tem sido teorizado por esses pesquisadores que essa injeção de dopamina inibe a tomada de decisão racional na barata. Principalmente a sua vontade de escapar, uma vez que da barata lhe foi roubada sua vontade. A dopamina, é conhecida como a química da recompensa. Isso pode ser tão simples quanto a expectativa daquele cappuccino enquanto você se dirige ao shopping. Pode ser também algo tão complexo quando ter alcançando o objetivo de longo prazo que o fez esperar por muito tempo e que se propôs cumprir alguns anos atrás. A cocaína funciona inibindo a reabsorção da dopamina, aumentando assim a quantidade presente na fenda sináptica, deixando o usuário com uma sensação de euforia.

Agindo possivelmente como um viciado em cocaína, a barata pode entender que ser escrava da vespa Ampulex é ruim, mas se sente tão eufórica que passa a ignorar essa realidade. Sem o uso de drogas ilícitas, a dopamina é liberada em resposta a duas situações. Quando da expectativa de algo prazeroso e a realização ao se obter algo agradável. Por exemplo: a expectativa de um peixe assado na chapa com bastante alho desencadeia em mim a sua liberação quando estou a caminho do litoral. Esse é um ponto extremamente importante para lembrar, como você verá mais adiante. A liberação desse neurotransmissor (eletroquímico) é o único propósito do marketing de massa.

Ao pesquisar o cébro nas propagandas

O Neuromarketing é uma disciplina relativamente nova que faz uso de ressonância magnética funcional (IRMf) e o eletroencefalografia (EEG). Usa também marcadores fisiológicos, como freqüência cardíaca e resposta de pele galvânica para determinar o que faz o consumidor decidir. Este tipo de marketing tem sido empregado por empresas como a Nestlé, a General Motors e a Coca-Cola. Ao usar fMRI e EEG, os comerciantes conseguiram ver exatamente quais áreas do cérebro se acendem em resposta a determinadas propagandas. Aperfeiçoaram esses anúncios para desencadear a liberação de neurotransmissores como a dopamina. Assim eles são capazes de realizar melhor seu jogo final de mais vendas e maiores lucros.

Como a barata sob a influência do veneno de uma vespa Ampulex, embora logicamente possamos saber que o produto de um determinado anúncio não é bom para nós, emocionalmente, nos sentimos bem em adquiri-lo. Infelizmente, a emoção geralmente ganha sobre a lógica. Como tal, as pessoas saem e compram esse pacote de diabetes em uma lata. Prazer de curto prazo e dor a longo prazo. Como eu disse anteriormente, a dopamina é lançada em resposta à visão de algo prazeroso e o encontro de algo agradável. Quando vemos um comercial, a pesquisa que se fez nela é imensa. O objetivo é criar no observador, a liberação inicial dos neuroquímicos sensíveis, ancorados com uma formação de memória associada.

Defendendo-se contra o Neuromarketing

Para se defender contra a sedução do marketing, dois antídotos principais podem ser empregados. O primeiro é perceber a nossa tendência humana de idealizar certas visões de prazer. Quantas vezes planejamos e aguardamos essa fuga de fim de semana celestial para um lugar calmo, apenas para gastá-lo agonizando sobre os próximos desafios durante a semana seguinte. Ou o restaurante que nos disseram ser o melhor da cidade, apenas para nos decepcionarmos. O fato é que somos preditores terríveis do nosso futuro. Nós tendemos a superar ou estimar o prazer de um evento ou objetivo.

Na maioria das vezes, qualquer produto ou ideia que um anunciante esteja tentando nos vender, provavelmente não estará à altura das expectativas. Ao perceber essa tendência da mente, muitas vezes podemos dominar nossa impulsividade o suficiente para permitir que a parte lógica do nosso cérebro vença a parte emocional. O segundo antídoto é se concentrar no longo prazo. Uma característica comum em pessoas bem sucedidas é a capacidade de atrasar a gratificação.

A publicidade para as massas

Perceba que, ao comprar produtos não saudáveis por causa de comercias, você sacrifica sua saúde a longo prazo em detrimento do prazer a curto prazo. Ao comprar o carro de luxo que promete passagem imediata para o mundo dos elitistas, você prolonga seus anos de trabalho. O seminário imobiliário que promete fazer de você um milionário durante a noite torna você esperançoso e otimista no curto prazo, mas, muitas vezes quebra você a longo prazo. Perceba que os anúncios estão voltados para a emoção, e não para a lógica. A emoção mina os objetivos de longo prazo. Quando confrontado com uma propaganda sedutora, pergunte a si mesmo, isso é propício para meus objetivos de longo prazo. Com a prática, a gratificação tardia torna-se hábito.

No mundo do consumidor e do anunciante, nós, consumidores, somos a barata e os anunciantes são a vespa joia. Com a prática, podemos superar a sedução de seu veneno. Os neurocientistas continuam a debater se nós realmente temos o livre arbítrio. Embora isso possa estar na área cinzenta, ao entender nossa tendência a superestimar cognitivamente a atualização de algo e ao pensar a longo prazo, podemos inclinar a escala do livre arbítrio a nosso favor. Podemos evitar o sequestro de nosso sistema racional por meio de publicidade em massa. Ao fazê-lo não nos tornaremos a barata sendo controlada e manipulada pela Ampulex cpmpressa. Não deixaremos ser conduzidos para a toca metafórica da nossa morte, mas em vez disso, permanecemos acima do solo em um mundo que seja de nossa melhor escolha.

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